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domingo, 27 de março de 2016

O real sentido da Páscoa

A Páscoa é uma festa repleta de imagens fortes e marcantes. 

  • No hemisfério sul, ela ocorre no outono, no primeiro domingo após a primeira lua cheia. A Páscoa é sempre comemorada no domingo, mostrando uma relação com o Sol, astro que rege esse dia da semana, mas também tem relação com a Lua cheia, lembrando que a lua não tem luz própria, apenas reflete a luz do sol.
  • Antigamente ela acontecia apenas no hemisfério norte, na época da primavera, quando as pessoas ainda tinham grande relação com as forças da natureza. Naquela época, sobreviver ao rigor do inverno era um grande desafio, e chegar à primavera era motivo de grande celebração. Era nesta época do ano que a vida recomeçava, as cores retornavam, tudo desabrochava. Era a vitória da vida sobre a morte!
  • A palavra Páscoa, vem do hebraico, PESSACH, que significa passagem. Quando Moisés desafiou o faraó e conduziu seu povo rumo à Terra Prometida libertando-os da escravidão. Neste fato histórico, mais uma vez ocorreu a vitória da vida sobre a morte.
  • Na tradição cristã, a Páscoa novamente ocupa uma importância fundamental. Após os quarenta dias da quaresma e depois de refletir sobre os acontecimentos vivenciados por Jesus Cristo durante a Semana Santa, os cristãos comemoram, no domingo de Páscoa, a glória da ressurreição de Cristo.
  • Outra imagem, que claramente mostra a ideia de vida, morte e ressurreição é a metamorfose da lagarta em borboleta, representando a morte do corpo, a transformação e o renascer. A imagem arquetípica da borboleta que, quando lagarta, fecha-se num escuro casulo deixando a luz e o calor transformarem sua existência em cor e leveza!
  • O coelho e os ovos também possuem um significado especial nas comemorações pascais. O ovo representa uma vida interior, ainda em estado germinal, que se desenvolve, rompe uma casca dura e em seguida desabrocha em sua plenitude. O coelho, por sua vez, representa um animal puro, digno de carregar e trazer os ovos da Páscoa. Além disso, é um animal muito fértil, que se reproduz com facilidade.



Feliz Páscoa 2016

Devemos vivenciar a possibilidade de deixar morrer em nós o que não queremos mais, o que já não nos serve, e também permitimos que o novo em nós possa florescer.

Devemos ter claro dentro de nós a possibilidade da vida, morte e ressurreição de hábitos, atitudes e modos de pensar, para nos tornarmos pessoas melhores e mais sensiveis. 

Se tivermos consciência da necessidade de cada um realizar este exercício interior, podemos, então, resgatar o real sentido da Páscoa!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Outra vez o mesmo..?!?!


Outra vez mais do mesmo. Afinal li e reli e fiz as intenções e volta sempre ao mesmo: gostava de gritar menos, ter mais paciência, blá blá blá...

Hummm!!! No meu ver: continuas altamente consciente, estiveste atento às dificuldades porque estavas realmente comprometido e... humm... Ah! Claro, não és perfeito! 
Imagino que estás na direcção certa!

Boa notícia: não tens de ser perfeito e... ESTÁ TUDO BEM!!! As crianças (e os adultos) não precisam de pais perfeitos. O que precisam é de pais que as aceitam na sua (igual) imperfeição (o poder desta frase!!!!), modelos de compaixão e respeito, que pedem desculpa e reconectam.
As soluções para desobediência, falta de respeito, preguiça, teimosia não se encontram em mais regras, mais castigos ou mais lições de moral. As soluções encontram-se dentro da relação que tens com o teu filho.


Então, precisas conectar! E regular as tuas próprias emoções. Facilmente se desconecta! Quando isto acontece, quando já estás em raiva, já activaste o cérebro reptiliano e responderás de forma desajustada, em fuga, em ataque ou paralisando.

As resoluções para serem conseguidas, enquanto pai/mãe consciente e com apego requerem um trabalho de uma vida. Não tens de ser bom já este ano, nem para o ano... 

Vejamos o plano que fizeste, neste pano de fundo:

1. Regula-te e mima-te: boa alimentação, dormir bem, meditar, aprender a respirar como ferramenta de meditação, transformar os pensamentos intrusivos e negativos em insentivos e abrandar o ritmo.
Quando estas desregulado, o teu filho ou outra pessoa qualquer parece-te o inimigo. 
Retira-te do sítio onde estar, vai à casa de banho, tanto faz, e faz uma coisa que mais ninguém pode fazer por ti: RESPIRA!
Depois.... estás preparado/a para qualquer coisa.

2. Reconhece o amor que sentes por ti e pelo teu filho. Ele é único! Ele espera que o reconheças e respeites TAL & QUAL ELE É. Curiosamente as crianças que dizem que se sentem amadas (as mais amadas) são também aquelas que cooperam mais. Faz-lhe sentido seguirem a liderança de quem lhes mostra amor. 
O teu filho é desafiante? Aproveita cada desafio para demonstrares que o amas, tal como ele é, que tens limites (sim, tu! Como achas que ele aprende?), conectas e poderás RE-direccionar o comportamento.

3. Conecta! Repara, isto é o mais importante, para o teu filho te escolher como lider e coopere contigo. Não é uma questão de obediência. Se o mais importante é a conexão, não estamos a falar de tempo de qualidade, de tempo estruturado, mas sim a forma como olhas e vês o teu filho.
De manhã abraça-o, quando chega da escola "Gosto de ti e estou aqui!", "Enquanto faço o jantar, contas-me como correu o teu dia. Estou muito interessada em saber"; "Hoje vou deitar-me contigo porque também quero contar-te o meu dia." Escuta o teu filho!

4. Pretendes que o teu filho te respeite? E aos outros? Fala-lhe com respeito.
Se queres que ele aprenda a regular as suas emoções, mostra-lhe como fazes para regular as tuas.
Modelagem é a forma de aprendizagem básica das crianças.

5. Lembra-te de uma coisa. A forma de comunicar da criança é ainda limitada. Um mau comportamento do teu filho será a forma dele transmitir que alguma das suas necessidades não está colmatada e que ele não sabe reagir, nem gerir grande emoções. Ajuda-o a entender!
É importantíssimo que nesta fase, aproveites para lhe aumentares o léxico dos teus sentimentos para eles começarem a conseguir exprimir-se como alternativa ao baterem: "Já percebi que estás mesmo chateado e com raiva, mas não vou deixar que bates no teu irmão! Agora vais dier ao teu irmão como te sentes.", "Não gosto que jogues à bola dentro de casa, que tenho receio que partas alguma coisa. Podes ir jogar lá para fora." É muito importante que lhe devolvas o teu limite também.

Lembra-te de vários pressupostos:


  • Não há famílias perfeitas. Logo não há pais perfeitos. Logo não há filhos perfeitos.



  • Parentalidade positiva, com apego e consciente não é um destino, é uma viagem!


Até quando fica bem desejar "Bom Ano"?

Como já me ouviram dizer por ai "Atrasada,é a história da minha vida", já na 33ª Edição. A verdade é que ando com mil e um post na cabeça e nada de escrever. E as desculpas invadem-me e tentam (só tentam) apaziguar-me, mas... são desculpas!

Bom, mas eis um post que surge do rescaldo da passagem de ano, onde fazemos, por norma, as nossas resoluções de Ano Novo e Vida Nova! (Sorrio sempre aqui, neste pensamento que me agarra no fim de ano! Consola-me, motiva-me... e depois vagueio em pensamentos "Mas eu acordo igual no outro dia", "A vida é a mesma. Foi a que eu escolhi.") Pensamentos chatos, porque eu gosto mesmo é da ideia que estou predisposta a fazer algo mais e melhor!! Ponto.
Podes ler aqui uma proposta de como fazer umas resoluções simpáticas para ti! 

As pesquisas daquelas revistas e afins que falam de pais e bebes e crianças dizem-nos que o que está no top das resoluções dos pais para o ano vindouro são questões como:
-Vou ser mais paciente!
-Não vou gritar!
-Não vou dizer logo "Não"!

Quais foram as tuas?
E agora a 02 de Fevereiro? Já quebraste alguma das resoluções?

Pufff....

Vamos desmanchar isto e perceber o que fazer então!

Curiosamente as resoluções de Ano Novo surgem-nos na nossa mente num acto de plena consciência. Normalmente relacionam-se com o outro (filho/a, marido ou marida, namorada/o, mãe, pai, irmão/ã, amigo, colega de trabalho...), mas dizem quase sempre respeito a nós. Repara nas resoluções que coloquei como exemplo... São feitas no "EU", "Eu" é que devo fazer algo. O que, por si só, representa uma proposta para um desenvolvimento pessoal que não deves descurar. E é igualmente por isso, que são tão difíceis de manter.
Por outro lado, e olhando para isto de uma forma bastante simples (por que raio havia de ser complicado?!?!?), tu (e eu) pedimos desejos, qual varinha mágica ou lâmpada de Aladino para nos ajudaram.


Então agora, passo-a-passo!
Para realizar uma tarefa podemos dividi-la em partes mais pequenas e apoiamo-nos... sim, a nós!... para quando formos contra a parede, conseguirmos vir para trás (nem que seja pela força do embate), mas sabermos olhar para a parede, para o caminho e para o lado... afinal estava lá a porta... que não vimos. Rever o plano!

Ah! E há ainda uma outra coisa. Nós não revelamos o desejo! Pois claro, é um desejo, ninguém tem nada a ver com isso, e ainda por cima se falha, e se eu não consigo?!?! Pois claro, fica só para mim, o segredo... mais ainda se não conseguir! 
ERRO! Sem compromisso público, o desejo é um fiasco.

Vamos tratar disto à séria, com o compromisso e respeito necessários. A intenção e a magia simbólica do Ano Novo dão-nos a energia para arrancar com este plano!

1. Escolhe SÓ uma resolução/objectivo. Muita coisa é stressante, e começas a sentir que não és capaz. A frustração inundar-te-à. Escolhes uma e as restantes colocas de reserva/próximas metas (daqui a 3 meses), para ires treinando quando te lembrares e quando sentires que a 1ª está estável.
(Atenção há construção na negativa e às temporalidades dos "sempre", "nunca mais", "não"... Não escolhas já uma limitação.)
Percebes que isto não é estanque e quando ganhares confiança para a 1ª resolução, terás energia intrínseca para iniciares os outros objectivos. 

2. Reiterando o que disse atrás - tens de te apoiar! Equilibra a stress da tua vida (todos nós temos, o bom stress, permite-nos funcionar, fazer e acontecer), dorme, come, hidrata-te, observa as tuas necessidades e colmata-as.
A intenção só te leva até aqui. Agora tens de lidar com as necessidades e sentimentos que geram comportamento.
E não te esqueças de ir olhando os teus resultados! Eles existem!

3. Em plano: O que vais mesmo fazer para conseguir concretizar a tua intenção/resolução?
"Não quero gritar mais!" - Esta resolução é muito difícil. Começa na negativa, e é taxativa. Mas e se colocares um plano para ti na porta do frigorífico com os dias da semana e preenches esse calendário com o teu filho. Ele ajuda-te! Para além de criares empatia e demonstrares como se pode fazer, reconhece o esforço! O teu esforço!

4. Agora está na hora do compromisso! Escreve, vem a publico, diz à tua família, amiga... deixa agora o universo ter também o seu papel! Ele ou eles ajudar-te-ão a melhorar a tua intenção. De vez enquanto revém contigo e reposicionam-te.
Podes ainda colocar a tua intenção no bolso...literalmente... ou não. Há técnicas que utilizam um jogo simbólico. Por exemplo: arranja uma pedra, bastante lisa e ligeiramente côncava. De cada vez que precisares de te conectares com a tua intenção, mete a mão no bolso e mexe na pedra. Sabe tão bem!

5. Vamos aprimorar! Já que tu és o chef do teu plano, coloca-lhe requinte e pimenta. 
"O que realmente queres com este desejo/intenção?", "O que será diferente quando conseguires?",  "Como será, então, a tua vida?" - Vai-te motivando!

6. No seguimento do ponto 2... Se atribuires a mesma tarefa todas os dias e a fores avaliando, então comprometes-te contigo e podes: "levantares-te 10 minutos mais cedo que o habitual e fazeres meditação", ou "ires para a cama 30 minutos mais cedo, para descansares mais..." Enfim: apoia-te e mima-te!

7. Reitera e Repete! 
Um hábito só será um hábito se repetido e interiorizado no nosso quotidiano. Portanto, a tua intenção terá de ser repetida vezes sem conta até fazer parte da tua pele! Usa-a!

8. E há dias em que estragas tudo... 
Não queres gritar com o teu filho, mas apercebeste que gritas na hora de ir deitar. Hummm! Repensa a hora de deitar!
Há resoluções que levam a outras, e afinal não tens de olhar para isso como "Estraguei tudo e não estou a conseguir.", mas num olhar diferente, sistémico, descobres outra coisa.

Demora tempo e é difícil... depende de como olhas e para onde olhas!
Às vezes, o impossível só demora um pouco mais!

Já agora... Bom Ano Novo!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Workbook dos TEUS objectivos!

Comecei o dia com este "Hello September"!! Adorei!! O input que precisava para vir aqui (não sem antes ter recebido o meu "Bom dia" da Popotinha e o sorriso esmagador da Pinipon.)

A maior parte de nós já tiveram férias, as merecidas e renovadoras férias! Assim sendo, proponho uma resolução de férias - um Workbook para reflectir sobre os objectivos que te propões depois das férias.

Arranja 5 páginas e define o que pretendes fazer no "departamento":
1. Emocional (com os teus relacionamentos, família, amigos...)
2. Físico (saúde, harmonia corpo/mente, bens físico/materiais...)
3. Financeiro
4. Mental (aprendizagem, lazer, carreira/trabalho...)
5. Espiritual (propósito de vida, espiritualidade, liderança pessoal...)

Não é preciso fazeres todos de uma vez. O importante antes deste desafio é perceberes quais são os teus VALORES, a base fundamental da tua existência, o que é verdadeiramente importante e verdadeiro para ti. Depois de perceberes isto, saberás dar o devido valor/importância a cada situação, terás facilidade nas tuas tomadas de decisão, direccionarás o teu comportamento, e não terás problemas em saber o que sentes em cada momento. Terás uma fonte de motivação verdadeiramente intrínseca!

Assim sendo, cria os teus CRITÉRIOS (conjunto de valores para cada contexto: família, amigos, trabalho, educação, etc.) e inicia assim o teu Workbook!

Lembra-te, os valores dependem de ti!
Propõe-te a conseguir!