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domingo, 27 de março de 2016

Lembrando que há casal!

Para o casal se lembrar que é casal, ainda, depois do trabalho, das miúdas e miúdos, da casa, da roupa, do voluntariado, dos amigos, das discussões e dos sorrisos, há pequenos nadas que podemos usar!
Duas ou três dicas, por exemplo:
1. Quando estão chateados façam uma guerra de almofadas; deitam a raiva e agressividade fora e ainda arrancam uma gargalhada!
2. Escrevam bilhetes um ao outro e deixem em vários sítios da casa.
3. ataque de cócegas!
4. Durante 1 dia só podem dizer coisas boas, elogios e reconhecimentos, um ao outro e do outro. E enviem mensagens: "Gosto de ti porque..."
Cá em casa estão nos espelhos colados com fita-cola, no frigorífico e na entrada (ou saída) de casa, num quadro de ardósia.

Como são as vossas estratégias?!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Aprender pela positiva

Estes dois já me ensinaram! Maravilhoso!


Como é obvio, o Sr. Jonas Pistolas, ainda não sabe que o seu WC não é em casa. Como ainda não está aconselhado a ir à rua pelo Dr., gostaríamos que fosse à varanda. Esta situação revela-se desafiadora para a família.


A Popotinha ralha com o Jonas, e vira-se para mim e diz "Cuidado que ele é pequenino. Não se bate!"

Mas o momento do click para mim, deu-se com um olhar da Pinipon! (Primeiro axioma da sistémica - "Impossível não comunicar!"): Estava a ralhar aproposito de um dejeto no meio da sala, e dei uma palmada ao Jonas. A Pinipon olha-me... "o que foi aquilo??! O que terá feito a minha mãe?!?" Nada confortável, digo-vos!
Pouco tempo depois fez na varanda. Levou uma recompensa e a vez seguinte voltou a fazer na varanda.

Moral da história: andei uma semana a ralhar e nada. Com uma recompensa a aprendizagem foi super rápida.

Fazendo a devida analogia, com os devidos distanciamentos, percebemos que a literatura aponta para processos de aprendizagens mais rápidos com abordagens autoritárias e punitivas. No entanto, a consistência no tempo e possibilidade de ligar conceitos, numa aprendizagem verdadeiramente lógica-dedutiva e verdadeiramente motivadora, verifica-se em abordagens conscientes, pacientes, de reconhecimento e amor.

Na mesma linha, importa referir que a aprendizagem também é mais rápida e empoderada quando a abordagem é pelo que se pretende ensinar e não pelo que não se quer. Por exemplo: "Vai para o chão!" versus "Não vás para o sofá. Vai para o chão!"
Faz lembrar aquelas pessoas que dizem "Eu não quero ficar gorda!"; "Eu não quero aquela parede pintada de vermelho." O cérebro perde muito tempo a perceber e processar a informação do "Não quero", com os seus 'porquês', 'não gostos', desenvolver uma resposta emocional compatível com a ordem, para depois conseguir distanciar-se disso e pensar em alternativas, outros caminhos e o que se quer então. 

Ajudei?!

Ah!! Não pensem que já não faz em casa... :( Ainda não está concluída a aprendizagem!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Elogios?! Dou só q.b....

Há coisas que sabemos, mas mesmo assim fazemos asneiras!

A Popotinha fazia desenhos e eu elogiava! Sabem qual foi o resultado?! Passou a não desenhar!

Vamos lá ver se vos sei explicar!

O elogio em si, não faz a diferença! Antes pelo contrário. A criança percebe que está a ser julgada, pois existe o seu oposto: 
"Que desenho tão lindo!" vr "Que desenho tão feio!". - Que sentimento inseguro!
"Foste tão linda a subir as escadas sozinha!", 
"És tão linda quando comes a sopa toda!", "Gosto tanto de ti quando te portas bem!" ("O meu pai pode gostar menos de mim???????")

Mas é importante elogiar!? Claro que sim! Mas o esforço! E é ainda mais importante RECONHECER! Aliás, é uma excelente ferramenta para evitar birras!!

No dicionário já dá para perceber a enorme diferença:
    Significado de Elogio
       s.m. Discurso em louvor de alguém: elogio académico.
       Louvor: fazer elogios a alguém.
    Significado de Reconhecimento
       s.m. Ato ou efeito de reconhecer: reconhecimento de um direito.
       Lembrança de um benefício, gratidão por ele: testemunhar reconhecimento.

O elogio vai directo ao Ego, estimulamos a auto-confiança da criança. O reconhecimento permite-nos trabalhar a auto-estima da criança.
Por exemplo: "Tu jogas mal à bola Filipa! Parece que a bola é quadrada para ti." Isto é o contrário do elogio. Eu sei que jogo mal à bola, mas não abala a minha auto-estima. Eu perceber que não consigo fazer uma actividade. Gosto de mim à mesma, independente das minhas conquistas ou comportamentos.

É importante que a criança perceba o "porquê" e o "como", consiga perceber a evolução dos seus feitos, das suas conquistas. É importante que entre em empatia e que perceba que sentimentos lhe transmite. É importante, ainda, que te mostres interessado, falando na primeira pessoa e descrevendo o que reparaste. Ah e repara nos pormenores!

Vamos a exemplos? Bora lá:

"Obrigada por teres arrumado a tua roupa. Assim deu-me tempo para ir dar banho à mana antes de jantar."
"A semana passada o papa ajudou-te a subir as escadas do escorrega. Hoje já conseguiste sozinha. Olha para trás e vê o que subiste."
"Neste desenho que fizeste reparei que colocaste o papa a sorrir. E aqui fizeste muitos círculos. O que significam?"
"Reparei que fizeste estes legos para fazeres uma fortaleza para as tuas bonecas! E agora o que vais fazer"~
"Enquanto me ajudavas a estender a roupa, reparei que me davas as molas amarelas primeiro, depois deste-me as azuis e por fim as vermelhas. Já percebi que sabes as cores e ainda me ajudaste imenso. Conheces mais cores?"
"Hoje vi-te jogar. Parece que te estavas a divertir tanto... :)"
"Hoje vestiste-te sozinha! Senti-me feliz porque tu percebeste que consegues e ajudou-me muito de manhã, que estava atrasada. Obrigada"

Incentiva o teu filho a falar, em vez de terminares a conversa com um elogio. 

Dares incentivos não verbais também é óptimo: um sorriso quando o teu filho está a estudar; uma festinha quando está a ler...

Hum... percebes a diferença?!

Eu também gosto que o meu marido me reconheça: "Conseguiste fazer o jantar enquanto eu tratei das miúdas. Agora temos tempo de vir aqui para o sofá namorar!" versus "Fizeste um bom um bom jantar. (Já nem me consigo levantar! Trata tu das miúdas!- pensa ele)"

Boas conexões!

sábado, 18 de outubro de 2014

A dupla: treinador-atleta... & Pais!

O FM é treinador! A postura alta, forte e séria, fazem dele um treinador muito engraçado para os miúdos. Aquilo que começou também para ele como um desfio, a parentalidade, torna-se agora, mais sensitivo... Há dias chegou a casa a comentar que "Os pais...".... hum! Este era um desafio a explorar e um post para me aventurar!  

Minha tradução: 
"Sucesso ou a falta dele no desporto do seu filho, não indica que tipo de pai você é. 
Mas, ter um atleta que é um aprendiz respeitoso, um grande companheiro de equipe, mentalmente forte, resiliente e tenta o seu melhor, é um reflexo direto de sua parentalidade!"
(in http://growingleaders.com/blog/category/parenting/- Tim Elmore)

Há muito que venho a ler sobre elogios vs capacitação para a actividade. (Assunto para outro post). Mas ainda dentro deste assunto, podemos especificar - os desportistas mais pequenos... e não só!

No mundo dos treinos dos miudos, existem 3 treinadores: o "mister", o treinador pai e o treinador mãe!
O treinador mãe, normalmente, diz ao "mister", por mensagem, telefone, reunião anterior e posterior, no intervalo... como é que o "mister" deve fazer para manter o filho(a) motivado(a) e, acima de tudo, a ter um bom desempenho no jogo.
O treinador pai, normalmente, dirige-se ao "mister" e pergunta-lhe porque é que o filho(a) jogou menos tempo, ou ficou no banco.
Claro! São treinadores presentes e atentos! Querem o melhor!

Mas agora vamos lá organizar esta informação!

O Atleta! Como é que o atleta vê estes treinadores todos?
Tim Elmore, do Growing Leaders, em Atlanta, é especialista neste assunto. Falou com vários atletas que lhe diziam:
  1. "Eu amo a minha mãe, mas quando ela faz isto, fico com a sensação que ela não confia em mim."
  2. "Meus pais são óptimos, mas sinto que tenho vários treinadores dizendo-me o que fazer e eu fico mesmo stressado com isso."
  3. "Sinto que nunca sou bom o suficiente! Parece que nunca vou agradar totalmente aos meus pais."

Na verdade, isto é mais uma vez muito simples! E é tudo uma questão de treino!

Várias entrevistas depois, podemos dizer quais as frases que os pais devem dizer antes e depois dos treinos/jogos:
Diverte-te - 1 - Divertiste-te?
Sê duro e justo - 2 - Estou orgulhoso de ti.
Gosto muito de ti - 3 - Gosto muito de ti.

Mas e o que o teu filho(a) tem a dizer sobre isto? Do que é que ele(a) gostava mesmo?
A literatura sustenta, nomeadamente Bruce E, Brown e Rob Miller, o que os alunos-atletas gostam de ouvir e que produz mais resultados no rendimento no jogo são 4 palavras:
"Adoro ver-te jogar!"

Maravilhosas palavras! Tão libertadoras para os pais. Tão capacitantes para o teu filho(a). Sem julgamentos. Sem pressão. (Esse é o trabalho do "mister"!) Apenas puro amor e o seu filho a jogar como melhor sabe.

Lembram-se de como vos ensinaram a andar de bicicleta? Primeiro um triciclo, a noção de conduzir um veiculo; depois a bicicleta, maior, e mais confiança. Depois as rodinhas pequeninas, e depois... a mão que apoia e deixa ir! 

E isto é, do ponto de vista dos pais/psicológos e afins/misters/outros em geral, a melhor forma de criares e educares uma criança emocionalmente saudável!